terça-feira, 2 de março de 2021

Amazônida...do aroma da taba ao sabor do amor

 Amazônida...do aroma da taba ao sabor do amor

Perguntei no último texto se alguém conhecia algum psicólogo...não precisa mais...preciso de psiquiatra...não de camisa de vênus, mas de força.
Essa pandemia abriu feridas, alargou feridas, até sarou feridas...Mas uma coisa ela nos proporcionou: Nos deu a oportunidade de nos reinventarmos.
Você que pensa que não é capaz de produzir um texto, um poema, uma redação, uma linha sequer, saiba...VOCÊ PODE, CARALHO!!!!!!!
Minha mestra Gina Sarkis me disse um dia...com raiva por eu ser tão preguiçoso:
-RICARDO...VOCÊ PODE...BASTA QUERER!!! Não sei se ela lembra, mas ela estava certa...eu posso...e vou...vá também, meu irmão...vá também minha irmã.
Conte sua história, cara...além de Deus, ninguém saberá mais sobre você do que você mesmo...eu ajudo se precisar.
Vamos deixar um legado qualquer...não só no DNA, mas no emocionar, no intelectualizar, no endoidecer o outro de inveja, por que não? Rsrsrs. Mas se você quer continuar com a mesma vida que tinha antes do vírus abençoado...foda-se!!!
Se todo mundo me esquecer, pelo menos eu já fiz uma auto homenagem póstuma, em vida...eu não me esqueci de mim, e você não deve se esquecer de você.
Os Valentes, guerreiros, a minha amiga Dia, e o meu amigo Johnny, meu amigo Gigio, a Rossy, a Suellen a Mércia, o Jean, a Cláudia, de mim vão se lembrar...ah vão...certeza!!!! Quer saber o porquê? Porque eu decidi não me esquecer de mim...
Meu amigo Paulo Reis também não vai se esquecer de mim, quer saber o porquê? Porque ele decidiu fazer parte da minha arte, e assim, da minha vida.
A você...que tem dificuldade em escrever ou pensar em escrever, vai mais um poema para você se animar e me chamar no privado, ou mesmo na privada da vida, para produzirmos juntos...terei o maior prazer em ajudar.
Amazônida...Do aroma da taba ao sabor do amor
Me enamorei da cunhã, vamú cumê caxiú, vamú se malocar
Cateretê de manhã, para louvar tupã, tupã é meu guajurá
Cari quis se meter, sou macutira erê, de coração moquê
Não vem me entristecer, ijúú aiuá, ijúú aiuê
Não precisa saber todas as línguas, apenas do amor
A vida é uma alegria em cada esquina, magia e tem sabor
Inhanhiê quer pacú, quero curimatá, vamú de tambaqui
Aruanã vai fisgar, pirarucu pra salgar, comer com açaí
Não quero cunhã potira, quero Cunhã poquica, que é minha Manacá
Você vai se benzer, se fartar de arubé, prensar no tipiti
Faça mais nessa vida pelo outro, o amor é dom do céu
Ame mais, muito mais que alguém lhe peça. Seu nome é o seu favor
Não me entregue às moscas nem me jogue às traças. Não me ofereça ao caçador, caça.
Sou noitipó , timboré, no samburá do teu mundo
Morro por você e vivo num segundo
Meus olhos saicam não quero mais, só viverei karajá e tudo é paz
Não quero estar jururu meu amor não é fulgás
Gil vem com meu guri, Djavan com lilás
O meu tupi tá niquin não sei mais o que fazer, só quero namorar
Vem praquí se engraçar, me beijar e se excitar por fim adormecer
A noite vai piá, eu também vou gozar e de ti me entorpecer.
Meu selo é com você, Deus vai abençoar e vamos só brilhar
Assim vive o guerreiro, em nome da amada
Assim vive o guerreiro em noite enluarada
Na vida o Tapampô Regina o mundo inteiro
Sou fã do preto Candô, preto mais que guerreiro
Por Ricardo Serrão
Fábio Rocha, Elda Ribeiro e outras 14 pessoas
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sábado, 27 de fevereiro de 2021

Manias de Kika - A você que não me diz: Fica.

 A arte é assim, alguns gostam, outros nem tanto, outros são distantes, mas todos, em algum momento, são chamados para fazer arte.

Há aqueles que dizem sim para a arte e os que dizem...depois. Mas todos, em algum momento, pensaram em ser artista.
Ou a gente faz arte...ou a gente morre.
Vamos produzir arte para embelezar a vida.
A você que não me diz: Fica
O amor que quica não é o mesmo que fica
É aquele que machuca e não dignifica
O amor que apenas fala, não fica
Mas não machuca como o que diante da boa hora se cala
A arapuca posta não é maior que a mania de kika
Não me venha com a conversa de que não significa
Os sentimentos estão postos à mesa
Não deixe que o que fica seja o que não se almeja
Porque o bem de que se fala, é o que ao mesmo tempo se cala
Não toca na ferida que fica.
Esse é o último bilhete do trem, você quer?
Não haverá outro além deste
Ou você é a que fica...ou a que não se deseja.
Ricardo Serrão

Homenagem póstuma ao Ricardo Kibe...vivo.

Minha homenagem a um amigo do bem...meu amigo Ricardo kibe (ou Fofão. Como vc o tenha conhecido).

 

Não conheci alguém igual ao meu amigo Kibe.

 

Nessa pandemia vejo muita gente santificando pessoas que realmente foram boas em vida, pessoas que talvez merecessem homenagens mais acaloradas que as que recebem pós mortem, mas...seus amigos e parentes se limitam a falar apenas sobre suas qualidades.

Isto posto...pqp, isto posto é pra acabar... ô coisa formal!! Vamos recomeçar. Dito isto...pqp2...vá à merda, meu irmão!!!

Quero registrar, caso você não saiba, que não somos só qualidades, e que na verdade somos muito mais defeitos e falhas que qualidades e sucessos...olhem a vida de vocês que aqui leem. Lendo a homenagem a um ser com mais falhas que acertos.

Não somos só a luz que ilumina, mas a escuridão que nos assombra, na verdade a luz que nos ilumina revela a treva em nós, não só a claridade que nos permite ver o caminho, mas as trevas que escondem o caminho de nós. Não somos só up, mas down também, nem só a rua em cima, mas o esgoto embaixo também, não somos só o tiro que acerta o alvo, mas o que sai pela culatra também...Às vezes somos o alvo também...não somos só pão, nem só fome...somos toda a Palavra que sai da boca de Deus.

Meu amigo Kibe era assim.

Às vezes acertava, outras não, mas sempre tentava seguir adiante, fosse qual fosse o resultado, ele continuava adiante.

Quis comer todas as meninas que podia, mas não chegou nem perto...e nem todos os frescos que quis também, rsrsrsrsrs, ah bicho tarado!!!!! Verdade é que amou todos, fossem de quaisquer gênero.

Bebeu álcool em todas as suas modalidades cerveja, cachaça, vódka, vinho, gim, rum, até álcool 76 graus tomou. Cheirou todos os tipos de pó, talco, maisena, trigo, gesso...até cocaína ele cheirou, aquela doido!

Uma noite, ele e um amigo, que não poderei dizer o nome agora, mas cujas iniciais são PXT tentaram fumar a Jamaica...quase morrem de tanto vomitar...ninguém fuma tanta maconha assim...ou fuma...sei lá. Hehe!!! O Kibe era sem limites.

Esportista...foi convocado pra representar o Amazonas em quatro modalidades diferentes em competições nacionais...Basquete, seu primeiro esporte, vôlei, handebol e atletismo...era um atleta nato, mas fumava cigarro feito uma caipora desde novinho...nem merecia ter sido convocado em tantas modalidades e em tantas vezes, mas o foi.

Ah meu amigo Ricardo Carlos Lemos Serrão! Por que tenho que tá fazendo essa homenagem a você tão cedo??? Só Deus sabe.

Foram tantas ondas e barcas juntos...Uirapuru no Tropical Hotel, Jet Set, Bancrévea, Sheik Clube, Star Ship, Brilho, Spectron, Art´s Drinks, Crocodillo´s, Etc...e tal, Espaço Livre, Piratas, Bigode, Natureza, Toya Drinks, Maria das Patas...esses quatro últimos não, foi um lapso, armadilha da memória.

Tava doido pra comprar o Rêmulo’s, mas não deu tempo.

Meu amigo Ricardo Lemos, fique em paz.

Seus amigos vão continuar aqui, lembrando de você com muito carinho e...verdade é que nem com tanto carinho assim...voê fez muita coisa ruim também. Rsrsrsrsr.

Tudo bem, você continuará sendo um amigo querido.

Seus amigos do bairro da Glória (na rua do matadouro), do Igarapé de Manaus, do Barão do Rio Branco, do Estadual, do CEAM, do Ângulo Americano, do Einstein, da Etfa, do Banco Real, do Ida Nelson, da Lavanderia da Ceiça, da Albuquerque Engenharia, seus amigos de Rio Branco, do Biarro do Céu,  da INFRAERO, esses últimos são suspeitos de falar, porque esses te tratam bem como se trata um irmão...ele acabava desconfiando.

Meu querido amigo, não sei mais o que escrever sobre você além das coisas que você certamente não gostaria que todos soubesse, mas como você não está mais aqui, me servirei do direito de falar do...falecido?

Kibe (Fofão) era de um coração tão enorme que era capaz de levantar do banco de um ônibus para uma senhora...mentira...ele era gordo...não levantava pra ninguém rsrsrsrsrsrsrsrs...

to be continued.

Homenagem à adolescência dos anos 80.

 Homenagem à adolescência dos anos 80.

Alguém conhece um psicólogo dos bons? Acho que tô pirando.

Um dia desses de pandemia um amigo meu, Arlindo, me ligou, e eu atendi com aquele bom humor que a pandemia gerou em nós.

Travessão, na outra linha. (Quem lembra disso???? Ditado).

-Eu: Alô!

-Alô! Quem tá falando?

Eu, carinhosamente: É o amante profissional, PORRA!!! Quer saber como que eu sou? Moreno alto, bonito e sensual, PORRA!!! Vai tomar no cú...liga pra um número de celular e pergunta quem tá falando, caralho!!??? É o dono do celular, porra...Ligou errado? Ou ligou pra um desconhecido? Tem o que fazer não? Que merda!!!!!!

- Ei Lemos, é tu?

- Claro que sou eu, cacete, não ligou pra mim?

-Meu irmão, tá num dia ruim?

-Não, caralho, pense num dia bom, fala logo o que queres?

Ei vaca de divinas tetas, derrama o leite bom na minha cara e o leite mal na cara dos caretas, porque ou somos amigos ou inimigos, respondeu ele...

...Me quietei.

Ele queria me contar uma história que passo a compartilhar com vocês.

Disse ele:

Travessão na outra linha. (hahahahahah)...gosto disso.

Quiçufiquentrinóis!

- Mermão saí com uma moça...mulher...menina...não sei bem a idade nem o que era de fato. Poderia até ser um homem...hum...será?!?! Mas me disse que se chamava Ana Maria.

Verdade é que também não sei se me apaixonei, se me decepcionei, se me enganei, se ela me disse que era do Mato Grosso e era irmã do Ney e eu entendi, Ricardo eu chupo até o osso e eu gamei, ou se na verdade o que ela disse mesmo foi...eu tenho o pirulito grosso e sou gay. Porra!!! Quanta dúvida...preciso parar com esse Absinto e esse Skank.

Até bem cedo esperei pelo telefonema, tapando com peneira o sol que vai nascendo. Não vou tomar café, nem escovar os dentes, vou de água ardente como o sol que queima a praça...mas a minha Afrodite não ligou...fiquei tristinho!!!

Chove lá fora e aqui faz tanto frio. Me dá vontade de saber aonde está você...minha pequena Eva.

As horas passavam e o tic tic tac no meu coração acelerava.

Aí finalmente você encontra o broto. Que felicidade, que felicidade, que felicidade, que felicidade!... Ela chegou com laquê no cabelo e um vestido rodado. E aquelas anáguas
com tantos babados.
 Parecia a Linda garota de Berlim...Quase sem querer eu deixo transparecer toda a minha euforia por sua chegada.

Meu amor, por que demorou tanto? Por que não pegou um uber? Já foi pedindo Beija eu, beija eu...e dizendo que ela era a sua Dona.

Ela carinhosamente respondeu a ele com uma voz melosa:

-Hoje não tinha Uber, nem Rádio Táxi, pensei em vir de Metrô, mas nessa cidade não tem isso, então vim com uma amiga minha, a Mônica, de camelo. Ontem não consegui ligar porque fiquei presa no elevador uma noite sem dormir.

Ele ficou tão feliz por ela estar ali que só pensava em voar, voar, subir, subir, ir por onde for. Seu coração ficou a 2000 RPM.

Ele disse a ela:

-Vamos a la playa?

Foram numa praia dourada que era privada e ele já foi chegando gritando: Nós vamuinvadí sua praia, nus com a mão no bolso!!!!!. No caminho tinha até Blitz da Veraneio Vascaína. Ela estava encantadora com um Bikini Cavadãode bolinha amarelinho, tão pequenininho, mal cabia na Ana Maria, que mal cobria as coisas e tinha algo que parecia maior que o normal, me disse ele. Tão magnífica quanto a La Belle de Jule a Bela da tarde. Na água ficaram tão coladinho que faziam Borbulhas de amor.

Disse ele:

-Na praia puxei meu violão e nem tinha feito o primeiro acorde alguém gritou: -Toca Raul!!!! Só de Ira toquei Yahoo. Tá pensando o quê???? Às vezes faço o que quero, e às vezes faço o que tenho que fazer.

Nenhum de nós queria que aquele momento acabasse.

Ficaram até a noite chegar, deitados...observando estrelas junto a fogueirinha de papel. Ele havia encontrado a Fórmula do Amor. Àgua da fonte cansei de beber pra não envelhecer.

Meu amor eu sinto que nosso relacionamento tá ficando sério e penso em evoluir a relação. O que teu pai faz? Perguntou ele. –Ah! meu pai é médico. –E como ele se chama? Ela respondeu: Silvana! Ele achou estranho, mas tentou ser natural...Então ele é o Dr. Silvana?...É.

Já queria dar o golpe, porque ele só tinha um Fuscão Preto, e com o Paralamas amassado. Ela era rica e ele Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, morava na periferia, junto com aquela Plebe Rude, onde tinham muitos Meninos de Rua que mais pareciam Ratos do Porão. Onde tinha os Bichos escrotos que saíam dos esgotos.

E tu tens irmãos? Continuou perguntando ele.

-- Sim, tenho, a Ana Júlia, a Karla, a Janaína, a Beatriz, a Maria Luiza, o Eduardo e a Mônica, o mundinho e o mundico, que são os Raimundos a quem chamamos de ursinhos blau e blau. Eles tinham esses nome em homenagem ao nosso Avô Rai.

Essas mulheres de Atenas vivem pros seus maridos, e perto delas qualquer um se torna menino, pois garotos não resistem aos seus mistérios, garotos nunca dizem não, garotos como eu sempre tão esperto, perto de uma mulher, são só garotos.

Lemos ela me faz tão bem, ela me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ela. Ela é Linda como neném, que sexo tem, faz sexo bemTotalmente demais.

Estoy enamorado!!!!!

Ana...teus lábios são labirintos, Ana...que atraem meus instintos mais sacanas!

Um dia vi o meu amor sair com outro rapaz, que eu não conhecia e então sofri demais. Abri um barraco que cheguei até quebrar gargalo de garrafa. Então ela me disse que queria o meu perdão, que aquele rapaz era seu irmão e que só era dona do meu coração. Aí fui obrigado a também dizer desculpe o auê, eu não queria magoar você, foi ciúmes sim.

Meu amor se você for embora, sabe lá o que será de mim, ela lhe disse tentando fazê-lo entender que o amava.

Eu já estava ficando cheio dessa conversa, cheio de dúvidas sobre como iria terminar...aí veio a bomba...meu amigo Arlindo é preconceituoso.

Perguntei já irritado: -Mano, diz logo...como terminou essa história, cacete???

Meio sem jeito, já saindo, ele respondeu:

Porra Lemos...o nome dela é Valdemar!!!!!!

Ela queria o tempo todo que eu usasse Camisa de Vênus e eu não entendia.... É fresco, mano.

Perguntei:

-Qual o problema? O amor não tem gênero.

Procurei fazer as pontes indestrutíveis entre eles e acho que em algum momento deu certo.

Ele me mandou um áudio dela(e) que dizia assim:

Óh Arlindo Orlando, volte...para os seios de sua amada!!!!

Venha me ver, encontrei um fio de cabelo que já esteve grudado em nosso suor.

Num primeiro momento, rispidamente ele retruca:

-Eu hein! Nem pensar! Mas depois respondeu languidamente:

-Se você não me entende não vê, se não me vê não me entende. Não procure saber onde estou, se o meu jeito te surpreende.

Ao que Ana Maria respondeu também em áudio e também de maneira sóbria:

Amor...se Deus é menina e menino...sou masculino e feminino...

Arlindo, querendo ceder, mas com vergonha besta de machista responde:

Pra quê mentir, fingir que perdoou? Tentar ficar amigos sem rancor??? A emoção acabou, que coincidência é o amor. A nossa música nunca mais tocou.

Amigos...apesar do coração embrutecido, achando que todas as flores eram de plástico e por isso não morrem...Arlindo voltou com Ana Maria...e descobriram que são as duas metades da laranja...dois amantes, dois irmãos.

Por Ricardo Serrão

Alexandre Gonzales - Piranha - Homenagem póstuma.

 

Minha homenagem a um amigo muito querido.

Alexandre Sena Gonzalez, ou simplesmente, Piranha.

Lembro com muito carinho do dia que o reencontrei depois de anos morando em outro estado e sem contato com os amigos basquetebolistas daqui. Convidado pelos, à época, guris que defenderam a seleção amazonense naquele ano, fundamos o Red Ducks, de curta história, mas de um laço fraternal que dura até hoje e durará eternamente.

Alexandre estava saindo de uma barra pela qual eu também havia passado e lhe fiz o convite:

-Alexandre vem jogar com a gente.

A resposta foi imediata e muito sóbria:

-Não kibe, não vou aguentar correr com essa molecada.

-Mermão, faça como o Júnior no final da carreira, só servia, pouco corria em campo. Venha e seremos dois velhos a ensiná-los.

Aceitou.

Você pode me perguntar se o motivo foi apenas para lhe dar uma força da situ que ele estava vivendo. Não...não foi só isso. Na minha vida de esportista aprendi uma coisa bem simples e bem bacana e ensinei isso o quanto tive oportunidade:

“Quando for montar um time, não recrute apenas os melhores, mas aquele ou aqueles que tenham um currículo recheado de títulos. Esse irá trazer para a equipe a sensibilidade necessária para que todos pensem como campeões”.

Recentemente meu amigo Paulo Reis me disse a seguinte frase: - “Há três tipos de jogadores: Os que sabem fazer cestas, os que sabem jogar, e os que sabem ganhar jogos”. Piranha estava numa categoria à parte...ele ganhava títulos.

Então minha resposta à sua pergunta é não, não foi somente por aquele primeiro motivo. Sou egoísta e sei identificar uma pessoa com o dom da vitória dado por Deus.

O resultado foi esse das fotos.

Alexandre, meu amigo, obrigado por ter feito parte da história e ter feito história no nosso esporte.

Sr. Covid-19

 

Sr. Covid-19

Capítulo 2

Diálogo

Homem médio comum = HMC

Sr. Covid-19 = CVD19

HMC:

-Sr. Covid-19, já deu, não acha? Já passou da hora do senhor se mudar para outras paragens, e digo, bem acolá, depois dalém céu, tipo, fora da atmosfera e além da órbita da Terra. Júpiter lhe chama, eu ouvi. As crianças precisam ir para as praças, brincar no balancinho, rolar na grama, subir no escorregador e tals. Vá...eu deixo, aliás, nós deixamos.

CVD19:

-Bobagem sua, a grande maioria estaria exatamente onde estão agora, com os olhos e os dedos grudados na frente do display e do teclado do celular, jogando free fire ou minecraft ou outros que não me atreverei a chutar os nomes. Não me transfira a responsabilidade(ou irresponsabilidade) de determinar limites a esses monstrinhos...as “crionças”. São elas quem determinam seus limites e são limites sempre maiores, mais longos, mais caros, mais tarde e mais distantes daqueles que você deveria ter determinado. Seu covarde!!!

HMC:

-Tá bom, então! 1 x 0 pro senhor...mas e os jovens? Os jovens precisam bater pernas nos shoppings da vida, nas baladas, nos pubs locais, caso contrário ficam estressados, ansiosos ou depressivos dentro de casa. Ahhh, peguei o senhor nessa!!!!

CVD19:

-Bobinho mesmo você! O que lhe falta é “observação”. Se você liberar o jovem para ir ao shopping, à balada ou ao pub, ainda assim ele dirá que está estressado, ansioso ou depressivo, e quer saber o porquê? Porque entre os jovens é pop ser tudo isso, é da hora, é a vibe do momento (claro, respeitando as exceções reais). Com isso ele ganha muita atenção de seus pares. Você pode cobrir seu jovem de tudo o que você considera bom e saudável, mas o grupo dele dirá que ele é mimado demais e então se rebelará contra você e contra tudo o que você representar. Você perdeu a oportunidade de colocar limites há linhas atrás (Acima). Acredite, isso não apareceu depois que eu cheguei na sua vida, já existia há muito tempo, você que não observava.

HMC:

-Ah porra, parente!!! 2 x 0 patú. Tá mutho brutho!! E os pais? Não mereciam estar saindo, como sempre fizeram nos fins de semana, quando o marido levava a madame pra tomar um chopp e dançar coladinho? Um pagodezinho, um rock do bom, juntinhos ouvindo a Legião?

CVD19:

-HA HA HA HA HA HA!!!! Só se for a legião de demônios. A isso lhe farei uma pergunta apenas: olhe nas suas redes sociais, e me diga, de todos os casais de amigos que você tem, quantos fazem isso aos finais de semana? Se a violência doméstica ou a separação aumentou é porque já existia, apenas ficou cotidiana. Não contribuí pra isso. “A ocasião não faz o ladrão, apenas o revela”. (Cortela).

HMC:

Taquiuspa!!!!! Goleada!! O senhor não tem coração, ou tem coração de pedra. Mas ainda tenho uma carta na manga. Os velhinhos? Estão doidos para sair de casa, não aguentam mais a clausura, as grades, que eles creditam, serem impostas pelos filhos e netos. Estão no limite da piração. Tenha misericórdia deles senhor covid-19.

CVD19:

Mas eu tenho...eu os levo. Não me jugue mal nem mau, pois muitos dos que se foram, repito muitos, não a maioria, tampouco todos, mas muitos eram maltratados, destratados, violentados, usados, humilhados, pelos que por toda a vida foram alvos de seus amores e não retribuíram em suas velhices. Triste, mas verdadeiro. E no meu caso, levo-os aleatoriamente, sem distinção. Sou o Thanos do mundo viral.

Veja bem, pessoa. Sua abordagem está nublada demais. Independente de mim, hoje ou amanhã, o ladrão continuará a roubar, o enganador a enganar, o adúltero a trair, a mulher de coração embrutecido a ser bruta, os políticos a...serem políticos (kkk), o homicida, continuará matando, o traficante a traficar, o amigo fura olho a te apunhalar, o X-9 a dedurar, o mentiroso a mentir e a vida má continuará sendo pesarosa...

MAAASSSS...o sol continuará a nascer todos os dias no leste, e dormirá no oeste, observe, os pássaros continuarão a cantar, a moça elegante estará mais faceira ainda... olhe o mar, imponente, cheio das ondas, lindo...estará sempre lá... o padeiro fará seu (e nosso) pão, e a florista? Aguardará sua visita para fazer uma surpresa em casa.

O mal continuará sendo o mal, mas o bem...o bem...e o bem sempre vence no final...mesmo perdendo.

HMC:

Senhor covid-19, antes o temia...agora, lhe conhecendo melhor e me conhecendo melhor...o respeito...mas ainda quero que o senhor vá pra casa do...

...Júpiter.

Esta é uma obra de ficção científica. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.

Ricardo Serrão.

Sr. Covid-19

 

O Covarde que sou.

Sr. Covid-19, boa noite!

Decidi hoje levar um papo reto com o senhor.

Tenho percebido suas ações na Nação Brasileira e confesso, me assustam sobremaneira, uma vez que tais ações afetam toda a família Brasiliana, em alguns afeta com dor e severo sofrimento, mas que passam, em outros, contudo, com dor da morte, não só da dor da morte dos que se vão, mas dos que ficam. Vi também o senhor passeando em outros lugares pelo mundo, fazendo bobagens no estrangeiro também, mas o que pesa, pelo menos para mim, é o que o senhor está fazendo aqui, em terras tupiniquins. Muitos choram seus mortos, choram não poderem, por vezes, nem ver seus finados, isolados nos hospitais, outros ainda choram não poderem se despedir, nem estar junto aos seus entes mais que queridos na hora da passagem...ou velá-los...ou enterrá-los.

Sr. Covid-19, eu, covarde que sou, não tenho coragem, tampouco competência para confrontá-lo, mas vejo muita gente que tem e estão contra suas atitudes. Claro, também observo muitas pessoas que estão alinhadas com o senhor, que imaginam que o senhor não lhes fará mal algum, que são imunes aos seus atos, e feroz desempenho. Espero que tanto as que, como eu, são contrárias às suas movimentações, como as que vão em seu favor não se arrependam no futuro, ou no presente, por suas decisões. Só o tempo e a história dirão, e honrarão ou punirão, aos que se opuseram às suas ações ou aos que com elas concordaram. Eu...de novo...covarde que sou...ainda tenho muito, ou penso eu que tenho, a viver e a cuidar dos meus, mãe, esposa, irmãos, filhos, sobrinhos e netos, por eles me abstenho de lhe enfrentar ou enfrentar seus feitos e, assim, fico em casa, orando e torcendo por aqueles que por vários motivos saem de suas casas, que se expõem, seja por necessidade, por vaidade, por arrogância, ou ignorância, ou simplesmente por admirarem o senhor, Sr. covid-19.

Confesso que admiro sua determinação, com tanta gente querendo e agindo contra o senhor, pesquisando modos e métodos que possam lhe parar, lhe frear, dar uma basta em suas atitudes, o senhor continua avançando e avançando, tornando reféns aqueles que lutam contra o senhor, na linha de frente, e suas famílias, avançando rumo àquilo que o senhor acredita ser a sua missão na vida... fazer doer...e sofrer.

Já li que há estudos que o senhor quer ficar por aí até 2022, fazendo o sucesso de agora. Eita!!! Eu vou temê-lo e respeitar sua força até lá, torcendo para que alguém lhe pare, para que o povo “não renove” suas forças, se movimentando e saindo de casa e circulando “metendo o dedo onde na direção que não deve”. Mas se ninguém o fizer, até eu acreditarei na sua missão...de dor...de sofrimento, mas reconheço...para alguns, de alegrias também.

Bom...me despeço aqui, mas não posso me privar de fazer um pequeno registro:

Se até 2022 eu estiver vivo, os meus estiverem vivos, os meus familiares e amigos e os seus estiverem vivos, os “seus” também estiverem vivos, os de mais de 70% das pessoas no Brasil que tiverem o desprazer de terem um encontro doloroso e sofrível com o senhor estiverem vivos, creia, não mais lhe temerei, apenas o enfrentarei, porque não pense o senhor que só o senhor tem missão. Há outros com missões contrárias às suas, buscando “vacinas” contra você.

Se o senhor é criatura de Deus, que Deus tenha misericórdia de todos nós...inclusive de você, sr.covid-19.

“Eu só tenho 80 anos pela frente, por favor me dá uma chance de viver...(Rubel)”.

Boa noite, Sr. Covid-19!

sábado, 27 de junho de 2020

UMA NOVA FOBIA

UMA NOVA FOBIA

Como ser humano, olho com desconfiança àqueles que tanto se mordem com tudo o que é contrário às suas convicções e conceitos pré-concebidos. Às vezes, nem dá pra entender de onde tiram certas neuras contra algo natural, que não se fez por que se quis ou por que escolheu fazer de determinada maneira.

No Zoológico (na biologia):

“Fulano tigre”, falando com aquela cara de aborto que poucos sabem fazer, pois não é pra qualquer um, tipo, aquela cara de quem se cobriu todinho embaixo da coberta e peidou e tá cheirando sozinho o troço, inicia um diálogo:

- Não fui com a cara daquele Novato tigre!

- “Beltrano tigre” ao seu lado, escorado na grade, após 3, não 4 nem 2, mas 3 segundos reflexivos, sem entender muito a fala do colega, pergunta:

- Por que, parceiro?

“Fulano tigre”, agora já com a cara diferente, depois de já ter registrado sua antipatia pelo felino, como se já não bastasse o nobre Panthera tigris asiático ter sido arrancado de sobre o corpo caído de sua “felimama” morta por caçadores para tirarem-lhe a pele e vender o filhote para algum o circo ou zoológico, responde sozinho, sem que seja necessária qualquer ajuda externa para organizar seus pensamentos, utilizando-se de sua mais profunda intelectualidade do “Intelectus homo sapiens Tigris” que é, solta outra:

- Não gosto das listras dele!

Poooooohaaaaaaa!!!!! Como assim, mano?

Penso não ser necessário dar outros exemplos (seja de raça, gênero, cor ou credo) para expressar com as palavras o desejo do meu coração.

Há, realmente, aqueles que decidem ser o que de fato se tornam, mas há aqueles que não, e NÓS, “juízes da humanidade”, insistimos em julgar tanto a uns quanto a outros, como se deuses ou semi-deuses fôssemos.

Na sociedade (na antropologia):

Você que pega ônibus, já considerou os olhares quando um gordo entra no coletivo? Não? Sabe por que não? Porque você está ocupado fazendo uso do seu próprio olhar reprovador... Somos humanóides cruéis... Quando é uma gorda pior ainda... Só elas sabem o que é ser gorda, saudável, linda e inteligente numa sociedade intelectualmente magérrima, desprovida de valores humanos, e eternamente distante de valores divinos. Saiba você, que a cada vez que essas pessoas precisam pegar ônibus sofrem antes mesmo de saírem de casa, morrem um pouquinho mais a cada dia, pois sabem que serão preteridas por grande parte da sociedade. E quando é uma pessoa de pele de cor diferente da sua?... Sei que me entenderam... Sem falar quando é alguém de opção sexual diferente da que você considera contrária a princípios que lhe ensinaram como princípios cristãos, como se fossem leprosos no sentido mais pejorativo da palavra. Lembre-se, até leprosos e prostitutas, malucos e mendigos, corruptos e traidores, receberam do próprio Cristo um divinal abraço.

Como cristão fico perplexo com as pessoas que menosprezam aqueles que Jesus tratou com ternura, amor e justiça, mesmo que, por vezes, tenhamos notado certo ar de asperezas em Suas palavras, pois ainda assim havia amor em cada frase dita.

Temo por viver entre os “santos”, aqueles que estão acima de nós, os pecadores, porque pense numa coisa que sei que sou... Pecador, com P maiúsculo de Purrudo.

Pronto!!! Tô lascado se surgir uma nova modalidade de fobia... A “PECADOFOBIA”. A intolerância aos pecadores!!!

Caraca!!! Tá feia a coisa!

Vamos fechar as portas aos pecadores, vamos criar leis para que eles não tenham acesso aos banheiros públicos, às escolas públicas, aos passeios públicos, aos shoppings center, nem mesmo aos telefones públicos nas rodoviárias e aeroportos, aliás, não vamos deixar nem que cheguem perto dos aeroportos para não corrermos o risco de sequestrarem algum avião dos santos e lançá-lo no USTC, o Uai Shopping Trade Center, ao lado do T5, vamos comprar um pedaço de terra no meio da floresta Amazônica e colocá-los lá e chamaremos de Colônia dos Pecadores e construiremos um muro de contenção mais forte que a barragem de Mariana ou de Brumadinho, para que a merda fique do lado de dentro.

Tô lascado mermu!!! 

Serei o colonizador dessa merda... eu... o maior de todos os pecadores que eu conheço.

Olhando bem minha lista de contatos conheço bem poucos pecadores... são na maioria...“santos”.

Ricardo Serrão


domingo, 14 de junho de 2020

Epifânio Augusto, os Valentes e o vírus maldito.

Olá amigos!

Há tempos que nenhum de nós escreve nada a respeito do neguinho travesso...Epifânio Augusto...

Se já leu nossas histórias, vai saber que sou o único que não teve a origem do apelido contada pelo Epifânio... ainda bem...mas sei que aquele capiroto vai falar um dia...mas não vai pro céu não... aquilo não é do céu... nem do inferno...é de algum lugar pior.

Já sou adulto...família formada...todos morando na mesma casa...esposa, filhos, cachorras…sogro e sogra...claro, não na mesma sequência de importância. Se assim o fosse, cachorras viriam depois de...casa.

Vim contar uma história da nossa infância. Uma história de calamidade que aconteceu quando éramos pré-adolescentes. E quem precisava contar essa história era eu mesmo, porque sou a parte principal da situação.

Em meados dos anos oitenta, houve na nossa cidade um surto de um vírus desconhecido. Me atrevo a dizer que era conhecido de alguém, mas não de alguém da nossa comunidade.

Algumas pessoas adoeceram, outras vieram a óbito por causa da doença. Pessoas conhecidas, amigas, até aparentados, sem que ninguém soubesse o que fazer. Nem os médicos, nem os rezadores da comunidade, nem os pais e mães de santos como Dona Mariana, nem os padres, nem os pastores protestantes que apareceram pregando cura pra tudo em Nome de Jesus...mas não curaram tudo...nem Jesus curou tudo...sabe-se lá o porquê!!!

Agora vocês saberão porque eu é quem estou contando essa história. Fui um dois que adoeceram...

Um dia, quando o galo cantou, tipo, 4:30 da manhã, abri os olhos, mas não me senti como nos outros dias. Me senti quente, respirando forte, com o nariz entupido, os olhos ardendo, uma tosse seca e com desconforto no corpo. Era criança, então tudo se resumia a:

- MÃE!!!! TÔ COM QUEBRANTO!!!!

Minha mãe veio, olhos remelados, boca pôdi como se tivesse comido minha meia, botou a mão na minha testa, puxou a pálpebra pra baixo (só hoje eu sei o nome desse troço...pálpebra...na época era beiraduzóio), e disse:

-Tá com os olhos fundos, pálido, melhor levar na dona Neném (Toda rua tinha uma dona neném) e essa tinha um filho doido ( doido mermu) que todo mundo gostava, pois todo bairro tem um doido que todo mundo gosta (Celestino Neto).

Nem rezadeira, nem benzedeira, nem padre, nem médico, nem pastor, nem mesmo Jesus me curou daquele bicho. Disseram à minha mãe que eu estava com o pulmão pela metade e que não era pneumonia, nem turbeculose...não escrevi errado não...era assim que chamava na comunidade...igual a rezistro, salxixa, taberna, cabeçário, e nós faz...rsrsrs, mas todo mundo se entendia.

Então...adoeci...como era difícil curar tuberculose, e não sabiam o que era o que eu tinha, quiseram logo me colocar isolado de todo mundo, mas minha mãe, que era braba às pencas, não deixou ninguém me deixar sozinho num quarto se ninguém sabia o que eu tinha... me levou pra casa.

Os dias que se seguiram foram cruéis. Não conseguia respirar direito, mal sentia gosto, mal sentia cheiro de alguma coisa, por isso não sentia fome e ficava cada vez mais fraco.

O médico disse à minha mãe que a doença era contagiosa, que podia ser contraída pelo ar, e por esse motivo eu não poderia receber visita de ninguém, nem mesmo de parentes.

No sétimo dia eu não parava de tossir, com dor, sem escarrar nada, não tinha catarro (tá com nojo? Você não imagina o meu desejo de ter catarro naqueles dias e que se soltasse pra eu engolir como todo mundo faz escondido e nega, mas não tinha).

Meus avós não podiam me ver, meus tios, meus primos também não, mas o pior é que eu não podia ver os amigos...os Valentes...Mesmo que pedisse à minha mãe ela não deixava eles me verem...mas...eu era um deles...aprontava como eles...sofria como eles...chorava como eles...pensava como eles...e mesmo sentindo que as coisas eram muito sérias pro meu lado, tipo...morte se aproximando... sabia que os Valentes estavam pensando em como me veriam e me ajudariam a sair daquela situação de morte.

Epifânio não negaria uma boa briga sem lutar...mesmo que soubesse que perderia.

No décimo dia não acordei...faltava ar ao ponto d’eu desmaiar...ouvi ao longe um som de batucada, tipo, marchinhas de carnaval...seria o céu?...o paraíso?...ou o carnaval era de fato a festa da carne e todo mundo que brinca carnaval vai pro inferno?...a muito custo consegui abrir os olhos... a rede ficava na ilharga da janela...então pude ver...

OS VALENTES...

MEUS AMIGOS...

...ESTAVAM TODOS VESTIDOS DE MULHER E FAZENDO BATUCADA DE CARNAVAL COM INSTRUMENTOS FEITOS DE LATA VELHA...

Nunca, nenhum macho que fosse macho se vestiria de mulher naquela época...quem se vestia de mulher eram os “viados” da cidade (de quem Epifânio, não sei por qual motivo, era muito amigo...será?).

Meus amigos se divertindo, juntos, por mim, na frente da minha janela, brincando...era tudo o que eu precisava. Meu espírito se fortaleceu, meu corpo reagiu positivamente,

Aquilo alegrou meu coração de tal maneira que naquele dia pensei:...

-MEU DEUS, OBRIGADO, ESTOU MELHOR...ESTOU BOM...ESTOU CURADO!!!!

Infelizmente não foi isso que aconteceu.

Morri...

...mas enquanto estava morto tive uma sonho, tipo, você vai dizer que mortos não sonham...então...dane-se você...eu estava morto e estava sonhando também, abestado!... e no meu sonho vi meus amigos sorrindo...sem nenhuma tristeza no coração. Como alguém que tem certeza de que determinada coisa acontecerá, mesmo que não deva acontecer...

O outro lado me chamava...havia paz e descanso lá...mas para um guri de 12 ou 13 anos, paz e descanso eram duas coisas que eu certamente não precisava. Eu queria roubar caju, ir pro espaço sideral, servir as quengas do lupanário borboleta incendiada, etc...

...mas estava morrido pelo vírus...morrido...quase morto perpetuamente...mas senti algo estranho no meu corpo...algo diferente...que me chamava de volta...

Seria o espírito santo? Não, não era...

Seria o espírito de porco? Também não era...

Não estou escrevendo para que alguém acredite na minha história. Escrevo para que conheçam a minha história e saibam que ninguém é uma ilha... que ninguém pode resolver os problemas sozinho...que todos precisamos de amigos, de hoje, de ontem...mesmo aqueles amigos com quem um dia você discutiu e não fala mais...

...Morri e voltei...voltei e vi a cena que todos deveriam ver um dia...ou desfrutar do prazer de ver um dia...

...voltei e vi...

Multi-homem, Guepardo, Sobrancelha do capeta, Camarão, Valente, e Epifânio deitados...dormindo...no assoalho da casa, embaixo da minha rede...estavam de máscaras feitas de cueiro e cordão amarrado nas orelhas, correndo o risco de serem contagiados.

...MEUS AMIGOS...COMO NENHUM OUTRO HÁ...AMIGOS DA VIDA E DA MORTE...

Não sei como descrever o que senti...estavam todos dormindo...mas eu estava muito mais que acordado...estava agradecido, estava radiante, estava feliz... estava...vivo...

O amor dos meus amigos me salvou...

Não há vírus que suporte a força do amor de uma amizade verdadeira.

Valorize a amizade. Ligue para seus amigos hoje e diga o quanto os ama. Ou compartilhe essa história com alguém que você considera muito seu amigo e ele certamente saberá o quanto você o considera.

Ricardo Serrão.

P.S.

Se dez amigos solicitarem, eu permitirei que o Valente conte a origem do meu apelido:

Agente 00213.

 

quarta-feira, 6 de maio de 2020

O DESAFIO DE SER CRIANÇA


Convide seus filhos, netos e sobrinhos para brincar e deixe que suas imaginações fluem.
No meio de tantas perdas, tantas notícias de morte, devemos reagir da maneira como pudermos. E a maneira que quero sugerir a todos vocês é:
VAMOS BRINCAR DE PENSAR E SORRIR.
DESAFIO:
Vamos imaginar como seriam os nossos inimigos e descrevê-los como os pensamos.
Imagine que você está fazendo um desenho e precisa conceber os personagens, descrevê-los fisicamente, emocionalmente e psicologicamente.
ATENÇÃO, ATENÇÃO!!!!!!!!!
S.O.S HUMANIDADE!!!!
Amigos, preciso de ajuda...
Chagou ao nosso planeta uma horda de estranhos seres que querem nos destruir, destruir toda a humanidade atacando-nos direta ou indiretamente com o resultado das mazelas deixadas por esses ataques. Não esqueçam, são mutantes e rapidamente assimilam nossas defesas.
São eles:
Comandante Corona e seu apêndice Capitão Covide-19, ambos são um só, mas o primeiro é a raiz e o segundo, o fruto do primeiro.
Tenente SARS-CoV2
Sargento Pneumonia grave
Cabo Tosse seca
Soldados Febre, Falta de ar, Sem paladar que é gêmeo do Sem olfato, Cansaço e Dedos de covid.
Lembrem-se, imaginar e descrever suas características físicas, emocionais e psicológicas.
Após suas descrições, será montada a equipe de “Revengers” que irá combatê-los e para nós os descrevermos também.
Vamos brincar de ser crianças...quem sabe não nasce uma boa ideia daqui???

terça-feira, 5 de maio de 2020

Covarde que sou.


Sr. Covid-19, boa noite!
Decidi hoje levar um papo reto com o senhor.
Tenho percebido suas ações na Nação Brasileira e confesso, me assustam sobremaneira, uma vez que tais ações afetam toda a família Brasiliana, em alguns afeta com dor e severo sofrimento, mas que passam, em outros, contudo, com dor da morte, não só da dor da morte dos que se vão, mas dos que ficam. Vi também o senhor passeando em outros lugares pelo mundo, fazendo bobagens no estrangeiro também, mas o que pesa, pelo menos para mim, é o que o senhor está fazendo aqui, em terras tupiniquins. Muitos choram seus mortos, choram não poderem, por vezes, nem ver seus finados, isolados nos hospitais, outros ainda choram não poderem se despedir, nem estar junto aos seus entes mais que queridos na hora da passagem...ou velá-los...ou enterrá-los.
Sr. Covid-19, eu, covarde que sou, não tenho coragem, tampouco competência para confrontá-lo, mas vejo muita gente que tem e estão contra suas atitudes. Claro, também observo muitas pessoas que estão alinhadas com o senhor, que imaginam que o senhor não lhes fará mal algum, que são imunes aos seus atos, e feroz desempenho. Espero que tanto as que, como eu, são contrárias às suas movimentações, como as que vão em seu favor não se arrependam no futuro, ou no presente, por suas decisões. Só o tempo e a história dirão, e honrarão ou punirão, aos que se opuseram às suas ações ou aos que com elas concordaram. Eu...de novo...covarde que sou...ainda tenho muito, ou penso eu que tenho, a viver e a cuidar dos meus, mãe, esposa, irmãos, filhos, sobrinhos e netos, por eles me abstenho de lhe enfrentar ou enfrentar seus feitos e, assim, fico em casa, orando e torcendo por aqueles que por vários motivos saem de suas casas, que se expõem, seja por necessidade, por vaidade, por arrogância, ou ignorância, ou simplesmente por admirarem o senhor, Sr. covid-19.
Confesso que admiro sua determinação, com tanta gente querendo e agindo contra o senhor, pesquisando modos e métodos que possam lhe parar, lhe frear, dar uma basta em suas atitudes, o senhor continua avançando e avançando, tornando reféns aqueles que lutam contra o senhor, na linha de frente, e suas famílias, avançando rumo àquilo que o senhor acredita ser a sua missão na vida... fazer doer...e sofrer.
Já li que há estudos que o senhor quer ficar por aí até 2022, fazendo o sucesso de agora. Eita!!! Eu vou temê-lo e respeitar sua força até lá, torcendo para que alguém lhe pare, para que o povo “não renove” suas forças, se movimentando e saindo de casa e circulando “metendo o dedo onde na direção que não deve”. Mas se ninguém o fizer, até eu acreditarei na sua missão...de dor...de sofrimento, mas reconheço...para alguns, de alegrias também.
Bom...me despeço aqui, mas não posso me privar de fazer um pequeno registro:
Se até 2022 eu estiver vivo, os meus estiverem vivos, os meus familiares e amigos e os seus estiverem vivos, os “seus” também estiverem vivos, os de mais de 70% das pessoas no Brasil que tiverem o desprazer de terem um encontro doloroso e sofrível com o senhor estiverem vivos, creia, não mais lhe temerei, apenas o enfrentarei, porque não pense o senhor que só o senhor tem missão. Há outros com missões contrárias às suas, buscando “vacinas” contra você.
Se o senhor é criatura de Deus, que Deus tenha misericórdia de todos nós...inclusive de você, sr.covid-19.
“Eu só tenho 80 anos pela frente, por favor me dá uma chance de viver...(Rubel)”.
Boa noite, Sr. Covid-19!
Por Ricardo Serrão.

Deusa Arte.

MÚSICA Já escrevi sobre a presença da arte nas nossas vidas. “A arte é assim, alguns gostam, outros nem tanto, outros são distantes, mas tod...